Quando implantamos o CRM FIESC, uma nova plataforma para gestão do relacionamento e inteligência de mercado na Federação das Indústrias de Santa Catarina, desenvolvemos também um grande processo de gestão da mudança que exigiu muita estratégia e dedicação.

Felizmente pudemos contar com o apoio de importantes parceiros especializados que foram decisivos para o projeto. Um deles foi a OitoDezoito, consultoria de inteligência criativa para a gestão de relacionamento com o mercado. O papel da OitoDezoito foi apoiar a gerência de marketing na construção de soluções criativas para promover o engajamento dos públicos envolvidos. O diagnóstico de públicos, percepções e expectativas foi decisivo para a etapa seguinte do projeto, onde entrou em ação outro importante parceiro, a Casulo – especialista em criar apresentações empresariais de alto impacto, com mensagens objetivas e visual atraente.

Durante este processo de gestão de mudança organizacional, a intenção era terceirizar a capacitação das equipes diretamente envolvidas no lançamento e utilização da nova plataforma. Porém,  percebemos que a própria equipe do projeto era a mais adequada e com maiores condições de gerar a empatia necessária para dar segurança e confiança na transição.

Desta experiência, destaco 4 grandes lições:

  1. Clareza de propósito.
  2. Criatividade na comunicação.
  3. Formação do time.
  4. Cultura do desapego.

1. Clareza de propósito.

Essencial para uma boa gestão de mudança. É preciso manter em perspectiva que a mudança é apenas uma tarefa e não o propósito de tanto trabalho. Veja isso na prática:
“Precisamos mudar tudo o que fazemos para implantar o CRM”.  Ou:
“Precisamos atender melhor e sermos mais relevantes para nosso mercado”.

Percebe a diferença? O foco precisa estar no propósito e não na tarefa.

2. Criatividade na comunicação.

Mesmo que sua empresa seja uma organização complexa e conservadora, procure investir em formatos e canais mais modernos e criativos. Da mesma forma, mesmo que a estratégia adotada para engajar e sensibilizar o público interno seja algo tão tradicional como um treinamento presencial, por exemplo, invista em material e conteúdo para tornar este momento uma experiência única. Na rodada de capacitação dos primeiros 300 usuários envolvidos na implantação do CRM FIESC, geramos mais de 95% de satisfação, um resultado expressivo, conquistado depois de várias horas de preparação de materiais e dinâmicas diferenciadas.

3. Formação do time.

Além das apresentações, da didática, ou dos recursos técnicos envolvidos, não há nada mais importante do que envolver e preparar cada integrante do time para execução de uma boa estratégia de gestão da mudança. Neste aspecto, vale seguir a risca a tríade: SER, FAZER, DIZER.

SER: Colaboradores comprometidos com a mudança.
FAZER: Comportamento alinhado e inspirado.
DIZER: Comunicação orientada por propósito.

4. Cultura do desapego.

Mudar não é nada fácil. Antes de tudo, a liderança precisa fomentar e acreditar na cultura do desapego. Como assim? O foco do SER, FAZER, DIZER (pensamento, orientações e atitude corporativa), precisa estar orientado para aquilo que a organização está ganhando, pois, com isso, a discussão em torno do que cada um está perdendo perde significativa importância.

 

Mesmo assim, colocar uma ideia nova na cabeça, não é tão difícil quanto tirar uma ideia antiga lá de dentro. Isto é da natureza humana e lutar contra essa força é uma grande batalha. Especialmente, quando se está tentando mudar o modelo mental de uma organização. Esta é, sempre, a grande barreira a ser vencida em qualquer processo de mudança e negligenciar os aspectos ligados à cultura, é meio caminho para o fracasso. Porém, quando algumas das lições aqui aprendidas são trabalhadas sistemicamente e inspiradas por um grande senso de propósito, a mudança fica menos dolorida e você corre um sério risco de fazer tudo dar certo.

Quatro lições aprendidas na gestão de mudança organizacional.
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